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Setembro Amarelo: por que a demissão humanizada deve ser uma prioridade das empresas?
Fundadores do SoulWork – programa dedicado a apoiar profissionais 40 + em transição e desenvolvimento de carreira – alertam para a importância de conduzir desligamentos de forma humanizada. “A perda do emprego pode gerar luto ocupacional, quadros depressivos e até pensamentos suicidas”, alertam os especialistas
Setembro amarelo é o mês de conscientização sobre a prevenção do suicídio, um tema de saúde pública global que atravessa décadas sem perder a urgência. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos. No Brasil, são cerca de 14 mil mortes por suicídio por ano, conforme o portal oficial do Setembro Amarelo. E o que o trabalho tem a ver com isso? “Infelizmente, tudo!” É o que afirma Mirella Ugolini e Roberto Ziemer, especialistas em desenvolvimento humano e cofundadores do SoulWork, programa voltado para apoiar profissionais 40+.
Um desligamento insensível pode levar a sentimentos de perda, isolamento e inutilidade — fatores diretamente ligados ao adoecimento emocional. “A perda do emprego pode desencadear luto ocupacional, muitas vezes. Sem o devido tratamento, tende a gerar ansiedade e depressão. Além disso, os profissionais acima dos 40 anos enfrentam desafios que, se não forem tratados com atenção e cuidado, podem levar ao agravamento de saúde mental e desdobramentos alarmantes. Entre eles, não podemos descartar o pensamento suicida”, alertam os especialistas.
Richard Barrett, referência mundial em liderança e cultura organizacional e parceiro do SoulWork, destaca que profissionais maduros carregam competências técnicas, memória cultural e vínculos afetivos. Ignorar essa dimensão humana, segundo ele, é desvalorizar tanto o colaborador quanto a própria trajetória da empresa.
Estudos sobre pósvenção, que é o apoio a pessoas e famílias afetadas por morte por suicídio, apontam que o cuidado no encerramento de vínculos de trabalho é determinante para reduzir riscos m uma oportunidade de crescimento – tanto para o indivíduo quanto para a organização.
Outros dados
Segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome de burnout – doença ocupacional reconhecida pela OMS em 2022, o que coloca o Brasil como o 2º do mundo com mais casos diagnosticados. O esgotamento mental, muitas vezes intensificado por ambientes de trabalho tóxicos e processos de desligamento mal conduzidos, pode agravar quadros de depressão e até levar a consequências mais graves.
Mirella Ugolini é Consultora de Desenvolvimento Organizacional, atuou por cerca de sete anos na Votorantim S.A., como Gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional, além de ter atuado no corpo gerencial de grandes empresas como Cia. Hering e Serasa Experian. Atualmente, está à frente do programa SoulWork, como cofundadora. O SoulWork é um programa voltado para apoiar profissionais, especialmente acima dos 45 anos, e organizações a lidarem com a gestão e transição de carreira.
Roberto Ziemer é Mestre em Psicologia Organizacional e especialista em programas de mudança cultural e desenvolvimento de liderança. Foi consultor da LHH por mais de quatro anos conduzindo programas de transição pessoal e de carreira. É fundador da Liderança Integral e cofundador do programa SoulWork.
SoulWork – programa de desenvolvimento para executivos e profissionais 40+. Tem o objetivo de alinhar trabalho e propósito, ajudando a conectar quem é com o que faz, por meio de suporte estruturado e personalizado que busca transformar incertezas em oportunidades de crescimento. A jornada inclui conteúdos de livre acesso, encontros online.



